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CS e HS: Manual teórico-prático

Del Prette, A. & Del Prette, Z. A. P. (2017). Competência Social e Habilidades Sociais: Manual teórico-prático. Petrópolis: Vozes.

Trata-se de um manual teórico-prático, fruto de conhecimentos acumulados nos últimos anos sobre habilidades sociais e competência social. Ele se divide em três partes, sequencialmente organizadas para: (I) atender à fundamentação teórica que orienta e justifica as decisões das intervenções nessa área; (II) prover informações sobre procedimentos, técnicas e recursos de intervenção sob a lógica dos requisitos da competência social; (III) apresentar orientações práticas para o planejamento e a condução de programas de promoção de habilidades sociais e competência social, em formato grupal e em formato individual.

Na Parte I (capítulos 1 a 4) são apresentados os conceitos e classes de habilidades sociais e os componentes não verbais e paralinguísticos, propondo-se um Porfólio de habilidades sociais para a organização dos déficits e recursos do cliente como base para a definição de objetivos de intervenção. O segundo capítulo traz uma análise renovada do conceito de Competência Social, entendido como estrategicamente central em relação aos demais. São definidos critérios para a avaliação da competência social, destacando-se as dimensões instrumental e ética desse constructo e suas implicações para as relações interpessoais. Nesse sentido sugere-se um modelo de competência social que inclui quatro componentes.: (1) variabilidade em habilidades sociais; (2) automonitoria e análise de contingências; (3) conhecimento e autoconhecimento; (4) ética e valores de convivência. As funções e as relações desses quatro componentes entre si são analisadas com exemplos visando sua aplicação. O capítulo 3 aborda as noções de tarefa interpessoal, papéis sociais e práticas culturais, enquanto contextos pertinentes à compreensão das habilidades sociais, da competência social e também dos déficits e recursos do cliente para lidar com demandas interpessoais. Essa discussão busca, principalmente, evidenciar a possível contribuição da competência social no delineamento de novas práticas culturais em diferentes setores da convivência humana. O capítulo 4 apresenta a racional para programas de Treinamento de Habilidades Sociais (THS), a partir dos correlatos positivos e dos problemas associados a déficits em habilidades sociais e demais requisitos da Competência Social. Com base nessas considerações, é feita breve exposição sobre programas preventivos, terapêuticos e profissionais, bem como sobre possibilidades de intervenções, em formato grupal e individual. Na finalização desse capítulo, apresenta-se a racional do Método Vivencial, com a definição de vivência e sua utilização na promoção de Habilidades Sociais e Competência Social.

A Parte II (capítulos 5 a 7) apresenta orientações para a promoção da competência social e de seus requisitos, desde a avaliação (inicial, de processo, continuada e final), com destaque para a importância de se avaliar a generalização e a manutenção (follow-up) dos resultados obtidos. Nessa perspectiva, são brevemente apresentados os instrumentos e procedimentos de avaliação usualmente utilizados em nosso país. O Capítulo 6 apresenta orientações práticas para o uso de vivências e demais procedimentos, técnicas e recursos envolvidos na promoção da competência social. Como ponto forte dessa parte, o capítulo 7 aborda, um a um, os requisitos da Competência Social e como promovê-los, usando as condições de intervenção, descritas no capítulo anterior.

A Parte III (capítulos 8 a 10) trata do planejamento e condução de programas de promoção da Competência Social e de seus requisitos, nos formatos grupal e individual. Para isso, após considerar aspectos estruturais e formais de um programa, destacam-se os cuidados e diretrizes para a definição dos objetivos relevantes de intervenção com os clientes, a distribuição desses objetivos ao longo de sessões e o planejamento de cada sessão. Com base nas análises e informações anteriores, o capítulo 9 apresenta um protocolo de para programa de THS, organizado em fichas de sessões, com sugestão de diferentes atividades, como por exemplo, tarefas de casa, vivências de abertura das sessões, esquemas de encaminhamento para as três fases de cada sessão (inicial, intermediária e final) e diferentes procedimentos. O leitor também irá constatar que são contemplados os formatos grupal e individual de atendimento, cada um deles exemplificado com o relato de caso um atendido. O capítulo 10 contempla um conjunto de 27 atividades (vivências e exercícios práticos), testadas para Programas de THS e referidas nas fichas de sessões apresentadas do capítulo anterior. Cada uma é descrita em detalhe, considerando: (a) objetivos; (b) materiais; (c) procedimento; (d) observações; (e) variações. São vivências e atividades novas em relação a outras já publicadas pelos autores.